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lula e a matemática

Eu sei que falhei. Estive fora por muito tempo. Mas estou aqui novamente, para dividir com vocês alguns de meus pensamentos.

Há poucos dias foi veiculada na impressa a propagando do PT tendo como pano de tela principal o presidente Lula e a Ministra Dilma (com peruca), e ao fundo os tais projetos sociais do PT.

Preliminarmente (to fazendo pareceres tributários, acostumem-se com o termo) é importante que demandemos um pouco de tempo para falar, mais uma vez, sobre os projetos sociais do PT.

Eu sei caros leitores, vocês estão cansados de saber, mas é saudável lembrar: O programa social do PT pode ser considerado como sendo o Bolsa-Família. Essa é a menina dos olhos do presidente Lula. Essa é a máquina de votos que Lula quer transferir à Dilma, uma vez que o PAC, criado por ela, empacou. Existem muitas pedras fundamentais lançadas, mas elas se tornarão uma pedra no sapato da Ministra.

Enfim… o programa social que o governo Lula manipula é aquele velho mix de programas sociais do governo FHC. Ele apenas pegou tudo, colocou sob um único nome e taxou-o como Made in Lula.

Nada disso seria um problema se não fosse o fato de que o ‘presida’ usa deste artifício para dizer que o governo dele fez tudo pelo social e o FHC não fez merda nenhuma.

Com isso, o presidente Lula tenta fazer o mesmo que fez na campanha presidencial que disputou com o Alckmin: Chantagem Eleitoral. Ou seja, se vocês, companheiros e companheiras, elegerem um tucano, ele tirará todo o benefício, privatizará o país inteiro, colocará uma cerca na fronteira entre o norte e nordeste e o resto do país, e transformará tudo em um continental campo de concentração… onde todos passarão fome, sede e não poderão participar do Campeonato Brasileiro de futebol.

Ora, o Lula não é totalmente burro. Fazendo um cálculo mental, ele deve ter aprendido a dividir. Pois é isto que ELE faz com o Brasil. Coloca todos contra todos. Lá no nordeste ele desce a lenha nos empresários. Aqui no sudeste ele lambe a sola do sapato de cada um. Temos sim um presidente sem identidade nenhuma.

Essa questão de dividir o país entre pobres e ricos, sudeste e nordeste é que me dá no fígado. Eu não suporto isso. E não suporto que toda vez que chega uma campanha o carro chefe do Lula é essa divisão.

Quando assumiu o governo em 1995, FHC assim pronunciou em alto e bom som na cerimônia de posse: “Tal como o abolicionismo, o movimento por reformas que eu represento não é contra ninguém. Não quer dividir a Nação: quer uni-la em torno da perspectiva de um amanhã melhor para todos.”. O que houve oito anos depois? O Lula emplacou a idéia acima descrita. E o que ocorreu quatro anos depois? O mesmo. E o que vai ocorrer agora, quatro anos depois? O mesmo, né?

O Lula brinca de governar. É o Hugo Chavez com medo de falar o que pensa. É um ser humano menor.

Eu tenho pra mim que um dos maiores desafios que teremos nas próximas eleições é o de unirmos novamente os brasileiros em torno de um único objetivo e, para isto, esqueçamos a ajuda do PT. Esqueçamos também a ajuda do PMDB do Sarney e do PR, essa grande máquina de pequenos políticos. Isso não nos ajudará em nada. Vamos pegar o nosso melhor e colocarmos contra o melhor que eles possuem… O que não é grande coisa.

O que não podemos deixar é que o Brasil vire um capo de batalha eleitoral. Precisamos de propostas construtivas e modernas para avançarmos como um País continental. Já não temos mais o monstro da inflação, ou seja, precisamos aplicar agora inúmeras reformas que possibilitem crescimento, progresso (sem esquecer a sustentabilidade).

 

Abraço!

RG

as coisas duras de honduras

Embora o título seja um trocadilho infame e sem um pingo de criatividade, vamos falar de coisa séria.

O que ocorreu nesta semana em Honduras com o apoio do Brasil foi, nada mais, nada menos, no que um golpe no golpe.

Zelaya, presidente deposto de Honduras, conseguiu burlar as autoridades hondurenhas para penetrar novamente em seu país, e refugiou-se na embaixada brasileira, la naquelas terras.

O fato é que, nós, como povo que lutou pela democracia a todo custo, não podemos condenar o governo brasileiro por apoiar este ato. Somos um país democratico, e nos comprometemos em defender a democracia, custe o que custar. Sabemos, pois, o que ocorre com os paises que perdem este tão suado benefício.

Entretanto, devemos nos lembrar, também, que Zelaya só está nesta situação por também atentar contra a democracia, bolando um movimento que lhe possibilite disputar nova eleição naquele país, o que constitucionalmente não pode.

O presidente da Costa Rica, ficou responsável em redigir um documento que poderia acabar com o problema. No acordo redigido por Arias, presidente da Costa Rica, o presidente em exercício permitiria o retorno de Zelaya ao poder. Zelaya, por sua vez, não modificaria a constituição e as eleições do mês de novembro seriam acompanhadas por um comitê internacional, formado por todos os paises membros da OEA (Aqui entre nós: “melzinho na chupeta”, como diria o Professor Rufino).

Com esse acordo, todo mundo sairia feliz e cantando uma bela canção. Claro que o plano de reeleição de Zelaya iria por terra, mas pelo menos ele teria a possibilidade de participar das eleições de um outro modo, indicando pessoa de sua confiança, assim como fazemos no Brasil.

Entretanto, parece que o presidente em exercício não confia muito no Zelaya, nem na Costa Rica, nem no Lula, que também está à frente das negociações (e ainda tem mais essa. O Brasil abrigou Zelaya e está sendo responsabilizado, pelo presidente em exercício, por qualquer morte e perturbação da ordem pública em Honduras). Pô, não confiar no Lula, é um direito só nosso. E outra, o nosso país é um dos maiores exemplos na América Latina de que a democracia funciona. Manca de uma perna, cega de um olho, sem o dedinho da mão, mas funciona. Todo mundo fala o que quer, faz o que quer, vota, justifica etc. Que eles dêem pelo menos um credito para a história política do nosso país, né?

O que devemos combater, entretanto, é o uso da embaixada brasileira como palanque eleitoral e ponto de incitação popular para a revolução. Zelaya pediu abrigo, nós demos. Daí usar a estrutura brasileira como pano de fundo para controlar suas marionetes já é outra coisa. Ele não tem nada que ficar discursando da sacada, e muito menos chacoalhar a bandeira hondurenha por lá. A embaixada é solo brazuca, e nem um ato deste tipo pode ser tolerado.

Zelaya foi conduzido novamente ao solo daqueles lados do trópico para facilitar o DIÁLOGO com os golpistas. Só. O Brasil deve agora deixa-lo de castigo sentado numa cadeira, e tentar promover um encontro pacífico e produtivo, em prol do estado democrático de direito e em prol do povo hondurenho. Afinal, os casais sabem muito bem que, embora seja um saco, discutir a relação é o melhor caminho para a paz.

Grande Abraço,

Renato Gomes.

Um dia no cinema

No último dia 07 fui ao cinema para assistir um filme de comédia, em vez de ir a alguma festividade em comemoração ao dia da independência.

De princípio não foi nada difícil escolher o filme. Após ler aqueles folhetos onde colocam todos os filmes, optei por assistir Se beber, não case. Eu nunca ri tanto num filme como eu ri com este. Até hoje, quando lembro do filme e de alguma cena, eu não disfarço o sorriso. Enfim, recomendo.

Após a escolha do filme e a fila da pipoca, a coisa mais difícil foi segurar a pipoca e o refrigerante (grande) na fila, enquanto aguardava a abertura da sala. Muita gente, muitas filas e pouca organização. O que me tirou a paciência algumas vezes.

Enfim… Sentado, começam a passar os trailers, e foi neste interregno temporal que o meu mundo sacolejou. Um dos trailers de maior destaque e tempo foi o de um filme que conta a história de um homem. Dou aqui as características deste homem: Brasileiro, metalúrgico, barbudo, populista, político, petista, semi-analfabeto, sem um dos dedos da mão esquerda, dono de um dos partidos mais corruptos do Brasil e é casado com uma mulher que é primeira dama (dizem).

O filme, que será lançado entre este e o início do próximo ano, conta sua trajetória de vida até os dias de hoje. Desde quando nasceu, na pequena e pacata cidade de Garanhuns, até sua estadia do Palácio do Planalto. Sim, meus caros, o filme conta a história do Presidente. E sim, em época pré-eleitoral. E sim, com o claro intuito de alinhar sua imagem a da companheira Dilma, presidenciável no próximo pleito.

No cinema, ouvi de diversos lugares um burburinho. Alguns diziam “não acredito”. Outros “noooossa, que merda”. Outros “FDP”.

O presidente pode até ser burro, mas o marqueteiro dele, não. Nada mais propício lançar um filme deste, em uma época desta. Ainda mais quando sua candidata está cambaleante nas pesquisas.

Pesquisei, posteriormente, e, passa na boca do povo, que este filme foi o que mais recebeu recursos na história do cinema brasileiro, algo entorno dos R$17 milhões.

Não sou contra que os presidentes conte suas histórias ao povo. Ao contrário, acho isso fundamental para a composição histórica de nosso país. Entretanto, isso deveria ser colocado ao grande público, só depois que ele terminasse o mandato, e depois das eleições. O FHC mesmo fez isso. Contou tudo em livro, citou o Serra mais de vezes. Mas lançou o livro em um momento que não poderia interferir em nada no processo eleitoral. Lula brinca com a inteligência e a memória das massas.

No filme que assisti tinha também um barbudo burro chegado numa bebida, porém, este me fez rir, ao contrário do presidente, que só nos faz lamentar sua existência.

Abraço,

Renato Gomes.