Monthly Archive for agosto 2009

uma questão de soberania

A Colômbia decidiu autorizar a construção de bases militares dos Estados Unidos em seu território. Isto provocou a ira de Lula, Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e toda esta patacoada de gente que não tem o que fazer.

A decisão de abrir ou não seu território aos Estados Unidos é única e exclusivamente da Colômbia. País que tem sua soberania reconhecida e incontestada por quem quer que seja. Os governantes dos outros países não têm que dar pitecos naquilo que um país decide fazer, com o pífio argumento de que tal aliança com os americanos trariam um sério risco para o continente latino-americano.

Ora, se fazer alianças com os Estados Unidos é tão perigoso assim, porque cargas d’água o venezuelano Hugo Chávez mantém relações militares com o Irã? Poxa… O Irã!!!! Quem é mais louco nessa história?

Outro ponto importante que devemos destacar, é que o governo colombiano em nenhum momento se meteu nos assuntos militares dos países vizinhos. Nunca contestou a aliança militar entre Brasil e França, Venezuela, Rússia e Irã (poxa… o Irã???). Porque agora todos estão contra a Colômbia por sua aliança? Cada País é livre para direcionar sua vida.

O que eu acho que acontece com o Chávez é a mesma coisa que aconteceu com o Lula no Brasil antes de assumir a presidência da república: Inveja das idéias alheias. Lula, antes de subir ao trono presidencial era contra tudo. Absolutamente tudo. Ele e o PT foram, literalmente, o significado claro do atraso nas principais reformas do País. Eles foram contra até o texto de nossa constituição. Foram contra o Real. E agora que estão no governo, são a favor de tudo e ainda falam que foram eles que fizeram. Quer dizer, idéia na cabeça dos outros não presta. Mas a mesma idéia na minha cabeça é palavra sagrada.

Lula e seus parceiros não devem se meter nos assuntos internos de outras nações. Cada um que cuide do seu.

E outra. Será nessa reunião extraordinária da Unasul que vamos ter certeza de que ela é igual ao cartão vermelho do Sulplicy. Não tem efeito prático nenhum.

 

Abraço,

Renato Gomes.

lá vem o suplicy

Li nos noticiários de hoje que o Senador Suplicy deu um cartão vermelho ao Senador Sarney, dizendo que este deveria renunciar ao cargo de presidente do Senado, por não esclarecer as acusações que pesam sobre ele.

Fiquei pensando por alguns instantes: Onde estava o Senador Suplicy quando o PT decidiu não fazer nada contra o Sarney? Lembrei que ele não estava de férias, nem de licença… Ele estava lá!

Ora, é muito fácil para o Senador Suplicy, aparecer na tribuna e, usando sua criatividade, mostrar um cartão simbólico ao presidente da casa. O caso já foi arquivado, não poderá ser levado ao plenário. Ou seja, é atirar em quem já morreu. O efeito prático é nulo.

Entretanto, isto tem uma explicação. Os Senadores do PT perceberam que o fato de terem livrado Sarney da cassação, sujou sua imagem perante o eleitorado.

Alguns petistas, porém, tiveram atitudes mais éticas e morais do que outros. A Senadora Marina Silva, que já estava com um pé fora da porta, colocou o outro. O Senador Flávio Arns comunicou que se retirará do partido em breve. Protocolou nesta semana um pedido de autorização na Justiça Eleitoral para assim fazer (e ainda demonstrou publicamente sua vergonha por participar do PT).

Do outro lado da moeda, estão os Senadores Mercadante e Suplicy. O primeiro, apenas beijou a mão do Lula, obedecendo a suas ordens e abaixando a cabeça perante todo o Senado e o Eleitorado, mostrando-se muito pequeno… Pequeno demais para representar o estado de São Paulo naquela casa. O Segundo, Suplicy, gosta muito desta coisa de linguagem figurativa. Ele canta, declama poemas e agora tem essa do cartão vermelho. Ora, a quem ele quer enganar? Agora que tudo já foi feito, manifestações deste tipo são dispensáveis.

Como outras pessoas já fazem, também proponho aqui aos leitores deste blog, que pensemos melhor no próximo ano na hora de votar em nossos representantes ao Senado. A Casa está falida, e é preciso mudar isso já. Pelo Parlamento, pelo Brasil e pelos brasileiros.

 

Grande Abraço,

Renato Gomes.

absurdo jurídico-político

Com imenso pesar tenho que escrever esta matéria.

No final da semana que se passou, fui surpreendido pela notícia de que o clã dos Sarney entrou com medida judicial com o ardiloso objetivo de calar o importante jornal O Estado de São Paulo.

Fiquei ainda mais surpreendido com a decisão do magistrado que, do alto de seu saber jurídico, entendeu ser válida a usurpação da liberdade de expressão para este caso.

O que não dá pra entender (nem mesmo aceitar), é que o primeiro presidente da república após o brutal regime militar toma uma atitude como estas. É certo que a ação foi promovida por seu filho, que também é alvo de investigação da Polícia Federal. Mas á claro e evidente que o Senador Sarney usou de métodos nada convencionais no direito para alcançar o objetivo de seu pupilo.

É inaceitável… É algo que enoja qualquer pessoa que tenha o mínimo de apreço pela democracia. É algo que beira a sandice!

Após tantos e tantos tempos lutando por nossos direitos, pelo direito ao voto, pelo direito de poder ser, de fato, um povo de um país, somos surpreendidos com este tipo de caminho, muito utilizado pelo governo repressor. Isto é atitude de DOI-Codi.

Eu já tinha uma opinião de que a permanência do Senador Sarney na casa estava insustentável. Hoje, vejo que não há mais como prosseguir. Ou sai o Sarney, ou decretamos a falência da instituição Senado Federal.

Em tempo, surgem ainda os idiotas do governo defendo este ser execrável. Lamentável ver um governo de um país tão grande e importante como o Brasil se render a este tipo de atitude, visando única e exclusivamente o pleito eleitoral do próximo ano… Pensemos muito bem nestes, e nos outros casos que se passaram. O mensalão só não chegou ao Luís Inácio porque a bomba foi assumida pelo então braço direito dele, José Dirceu.

Lembrei de uma frase: “Papagaio que acompanha João-de-barro se enrola. Vira ajudante de pedreiro”.

Abraço,

Renato Gomes.