As juventudes que antecederam a nossa (não partidária, mas civil), eram pessoas que buscavam seu lugar ao sol, sempre lutando por alguma coisa.
Alguns jovens militares foram parte importante da Proclamação da República, outros militaram nas trincheiras da campanha “O petróleo é nosso”, outros tantos jovens lutaram nas trincheiras paulista na revolução de 1932, outros tantos lutaram, protestaram, morreram para que o Brasil pudesse ser um Estado democrático e, o mais recente ato (ainda que velho), foi o movimento dos caras pintadas, que contribuiu para tirar do presidente Fernando Collor do poder nacional, pelos fatos tão exaustivamente rechaçados pela história.
Como vimos, a história brasileira é sempre movida por objetivos, e nela sempre houve a presença dos jovens para que a sociedade num todo pudesse galgar grandes patamares. Entretanto, do que precisa hoje a nossa juventude? Qual é a nossa luta?
Aqueles que julgam, num primeiro momento, não ter nenhum motivo aparente para lutar (pois o tão sonhado Estado Democrático está aí), se engana. É através desse mesmo Estado que surgem pessoas com métodos muito ardilosos. Pessoas dotadas de demagogias prejudiciais ao bom andamento da democracia.
Olha a situação em que se encontra o nosso Senado Federal. O Presidente da Casa, Senador José Sarney, acabou de ser pego ao telefone, clara e evidentemente negociando cargos para a família, e o Presidente da República, Luis Inácio, ainda defende o Senador.
Ora, nada mais é do que a degeneração de uma sociedade inteira, quando o governo maior do Estado se alinha a métodos ilegais no exercício da política e do poder.
Eis aí uma grande causa que deve ser abraçada por toda uma juventude que hoje, infelizmente, encontra-se sem rumo, e sem a mínima vontade participativa.
As juventudes dos partidos políticos, por sua vez, devem começar a se coçar e sair em protestos. A internet é um excelente aliado, mas não faz o mesmo barulho que uma campanha de rua. Precisamos que estas juventudes, independentemente das legendas e posições ideológicas, peguem para si a responsabilidade de puxar o cordão da ética, da justiça e da defesa das instituições.
As juventudes hoje estão inertes, e quando fazem alguma coisa, procuram fazer única e exclusivamente em benefício interno. Não que isso não seja necessário, mas precisamos de mais. Ficamos a mercê dos partidos políticos, mas esquecemos muitas vezes o porque entramos para a política. Esquecemos muitas vezes das coisas mais simples que nos levaram a militar por uma legenda, a trabalhar em campanhas para nossos parlamentares.
A juventude partidária e civil precisa acordar. Caso contrário, o País estará fadado a ser sempre isto que Sarney representa: Um retrocesso.
Efusivo Abraço!
Renato Gomes.
