funiculi, funicula!

Eu estava a poucos dias estudando o estatuto de um moderno e novo partido italiano quando me deparei com algo realmente surpreendente na forma de escolha de seus candidatos aos cargos majoritários.

Este partido, para escolher seus nomes, segue única e exclusivamente uma cláusula estatutária que diz que o candidato ao cargo majoritário será aquele que ocupa o cargo de Secretário Geral do partido (o que equivale ao nosso cargo de presidente).

Com isso, resolvem-se os problemas de discussão sobre as prévias, filas ou vontades pessoais de cada membro em potencial do partido.

Trazendo isso à nossa realidade, nosso partido, pioneiro em diversas inovações políticas, pode também adotar sistema semelhante, evitando assim toda essa confusão que ultimamente ocorre quando precisamos decidir algo do tipo.

Claro. Deixar que o membro ocupante deste cargo fosse o indicado para o pleito eleitoral apenas antecipará as discussões internas. Entretanto, para a militância em geral, isto seria deverás salutar para que ela se acostume ao candidato, e para que este também a convença de que ele pode representá-los. Em miúdos, a ferida seria cicatrizada até a data do pleito.

Outro ponto favorável neste assunto, é que este tipo de escolha obrigaria o candidato a fazer muita militância de base, uma vez que precisaria dela para ocupar o posto. E esse assunto de candidato militante é algo que eu sou adepto há tempos! E este tipo de escolha poderia ser adotado por todos os partidos políticos, de forma a respeitar o eleitor, indicando assim candidatos com a cara e o compromisso de sua legenda e tese ideológica.

Meu amigo Zé Rubens publicou recentemente em seu blog (clique no endereço na página do Polítiquemos!) uma matéria que se dirige para uma tese bem parecida, porém, ele comenta que o ideal seria o partido (na municipalidade) sendo dirigido pela bancada de vereadores, adequando ao quadro alguns membros da militância.

Concordo com ele, e acredito que este grupo de parlamentares pode direcionar o partido a uma convivência de harmonia e união em todos os pleitos. Adiciono, porém, a tese do partido italiano em comento, para a escolha dos candidatos aos cargos majoritários.

Com isso, meus caros colegas, deixo aqui aberto o espaço para o debate do tema, e me proponho, assim que possível, encampar um movimento oriundo da juventude do PSDB, para lutar pela implementação deste projeto no seio de nossa legenda.

Cordiali Saluti!
Renato Gomes.

4 Respostas para “funiculi, funicula!”


  • Buona mattina, il senatore :-)

    É uma solução interessante. Está na mesma linh que defendo quanto á seleção de futebol. Pra que toda aquela celeuma de escalação quando seria muito mais racional eleger pra seleção brasileira o campeão do campeonato brasileiro? ehehehe Óbviamente essa tese, numa mesa de bar, iria longe sem chegar a lugar nenhum!

    Aliás, é onde acho que tal idéia para os partidos políticos chegaria: lugar nenhum. O mote que justifica a prévia é participação democrática. Na prática, tudo se resolve nos bastidores. No fim é aquela: faça o povo achar que participa, decida por ele, seja feliz.

    De qualquer modo, é uma iniciativa que deve, sim, ser trazida a debate com o intuito de lançar a semente… quem sabe no futuro estejamos prontos para tal avanço?

    É isso

  • caro renato,

    bela matéria.
    precisamos que os partido voltem a “respirar democracia”.
    o caso do psdb da capital é um triste exemplo de partido que parou no tempo e esqueceu o verdadeiro significado de “militância de base”.
    mais um avez,
    parabéns!

    Zé Rubens

  • Renato,
    “O Vale do Paraíba é importante em seus momentos de refeição”.

    Fim

  • A idéia é boa, mas como o Mortago disse precisamos acabar com o faça o povo achar que participa, decida por ele, seja feliz.

    O PSDB precisa cativar mais o militante, mostra-lhe o que de fato é um partido político, pois assim evitaremos erros inclusive os internos.

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