essa múmia ainda tá fedendo

Pô. Bacana os protestos que ocorreram no Egito. Bom se não precisasse. Mas o que vimos nas ultimas semanas foi um povo atingindo seu objetivo, sua vontade. A forma mais pura de manifestação popular. Que isso nos sirva de exemplo.

Entretanto, eu venho aqui jogar querosene nessa fogueira.

Todos nós sabemos que os militares têm por costume dar golpes para assumir o poder. No caso do Egito, entretanto, os militares agiram de forma diferente. Firmaram a ordem, disseram ao governo que não bateriam nos manifestantes, pediu aos manifestantes que protestassem, mas que mantivessem o patrimônio público intacto. Enfim… Bom demais, né?

Acontece que após a renúncia do presidente Mubarak, os militares assumiram o poder. Ok. Pra botar ordem e blábláblá. Mas a postura que eles tiveram nos protestos foi um pouco estranha demais, quieta de mais, coniventes demais.

Ai surgiu em mim a dúvida. Será que os militares egípcios não utilizaram da manifestação popular para assumirem o poder? Será que eles acharam por bem que o presidente fosse deposto pelo povo, para que legalmente eles assumissem as rédeas do Estado, e assim não viabilizassem as eleições, ficando assim, com o poder? Será? Será que eu tô ficando maluco? Será? É possível.

Fiz essa pequena análise, pois todos os militares que deram golpe para assumirem o controle do Estado foram sempre muito tachados e não reconhecidos pelas outras Nações. Sendo colocados legalmente no poder, por conta da renúncia do presidente, que foi deposto pelo povo, qual líder mundial ousaria duvidar da carinhosidade do poder militar?

Enfim, espero que eu esteja louco. Pois foi bonito de ver o povo nas ruas, por vontade própria, contra uma ditadura. Foi bonito ver a luta pelo direito sagrado da democracia.

Que a luta no Egito mostre ao mundo, e principalmente à nós, brasileiros, que protesto não se faz com hashtag no twitter. Quem quer alguma coisa, briga de verdade. Sai na porrada, briga ideologicamente, mas se manifesta de um modo efetivo.

Um grande abraço,

RG. 

um pouco de molho inglês

Li essa semana naquele jornal Metro, que na Inglaterra, os cidadãos desempregados, que recebem o seguro desemprego a mais de um ano, terão que prestar serviços comunitários sob pena de, não o fazendo, perder o benefício.

Não tenho idéia de como funciona o sistesma do seguro desemprego por lá, mas só pelo fato de que, aqueles que não arrumarem emprego em um ano terão que trabalhar pro Estado, mostra que é bem mais longo que o nosso, onde os segurados ficam abrigados pelo Estado por um período não superior a sete meses.

Enfim. Métodos a parte, este artigo vem aos olhos do leitor para uma reflexão sobre a função social do amparo estatal.

Aqui no Brasil, todos nós somos críticos do Bolsa Família, Bolsa Universitária, etc. Entretanto, muitas pessoas são contra única e exclusivamente pelo fato de o governo passar aos mais necessitados os valores de tais programas.

Entretanto, nós do PSDB há muito defendemos que as bolsas são necessárias. Tanto é que foi no governo FHC que tudo isso começou e que, o atual governo apenas unificou e mudou o nome.

O que, nós do PSDB criticamos é tão somente o fato de que os programas sociais são hoje utilizados pelo governo como clara submissão do povo à este, emplacando o terrorismo de que se outro for o governante o benefício seria reduzido ou até extinto.

Acontece que o modelo que se aplica ao seguro desemprego inglês, na minha concepção, é perfeito. Se o Estado vai dar ao cidadão benefícios financeiros por não conseguir subsistência sozinho, que este, por sua vez, retribua ao Estado com a qualificação que lhe brindou a vida.

Nós somos de um país continental, e precisamos de mão de obra que o Estado é incapaz de fornecer e, uma solução para os benefícios do governo atingir o seu fim social, é exatamente dar o benefício ao cidadão, e permitir que este retribua ao Estado na forma que o Estado precisa.

Eis a velha máxima de que uma mão lava a outra e as duas lava o rosto…

Parlamentares e Governantes do meu Brasil, exemplos bons devem ser copiados. Benefício social deve ser porta de saída, e não alojamento.

Abraço,

RG.

cair em pé é uma arte

eleições

O PSDB, ao contrário do que se diz, encerra o processo eleitoral maior. José Serra, em seu discurso de ‘até logo’, demonstrou a postura a ser adotada pela oposição. Conforme pregávamos e como fizemos nos últimos 8 anos, rechaçaremos a tese do quanto pior melhor, mas fiscalizaremos, cobraremos e denunciaremos todas as ilegalidades da administração da res publica,especialmente a confusão entre o público e o privado.

O momento é mesmo de reflexão: sempre que um processo eleitoral se encerra temos o início de uma necessária análise de aspectos positivos e negativos para o fortalecimento em futuras disputas através da apuração de eventuais equívocos tanto em relação a condução do processo como dos principais agentes que o fizeram. Parafraseando Oliver Goldsmith: “a nossa maior glória não consiste em nunca cair, mas em levantar cada vez que caímos. E o PSDB é hoje um partido em pé.

Apesar de o PSDB ter pedido a eleição para a Presidência da República, devemos admitir que o partido venceu importantes disputas nos Estados ao eleger oito governadores (dois a mais em comparação ao certame de 2006) e se tornar o maior em número de governadores no país. Em comparação com o primeiro turno, o candidato José Serra virou a mesa no Rio Grande do Sul, em Goiás e no Espírito Santo sendo que apenas no segundo deles o PSDB elegeu seu governador, ou seja, a mensagem tucana foi transmitida e aceita onde nossos rivais ganharam as eleições para governadores.

 

minas gerais

Não é compreensível que um estado que elege governador e dois senadores da coligação de José Serra não seja capaz de angariar votos no candidato a Presidência.

O que se viu em Minas foi uma desvantagem de 1,8 milhão de votos nos dois turnos. Nem se alegue, portanto, que o ex-governador Aécio Neves teria se envolvido apenas após a sua eleição porque o que se viu foi a manutenção da desvantagem.

 

futuro

A necessidade que urge das urnas, a nosso ver, é a manutenção de uma militância ativa e engajada responsável por cursos de formação política incentivando-a aos grandes debates programáticos. É fato que, na época da eleição, essas discussões pelo grau de tecnicidade se perdem em meio a necessidade de ir as ruas e apresentar a candidatura posta. Estamos nos esquecendo do preparo para o embate, o fundamental!

Por isso, nosso ilustre Presidente de honra Fernando Henrique Cardoso cobrou coerência para o PSDB indicando a necessidade do partido reconhecer seu passado e defender suas ações. Nós fizemos bem ao Brasil em inúmeros os aspectos. Combatamos aqueles que nos apontam o dedo em riste já que, se for para comparar legado ou governo, nós somos melhores porque sempre prezamos pela capacidade e tecnicidade ao invés de uma mera filiação partidária.

Mas será que a militância tem esse preparo? Será que os próprios cardeais contribuem para viabilizar essas ações que, em época de eleição, não atingem os fins a que se destinam?

Um exército não ganha guerra se não souber usar a arma. É preciso que a militância esteja preparada para o combate. As idéias da social-democracia, nosso legado político e nossos ideais futuros devem estar aglutinados em todas as veias partidárias.

O PSDB deve mirar nesses aspectos acolhendo a militância que angariou no último pleito majoritário e permitir que ela se agregue ao partido sendo propositiva em questões estruturais internas e programas futuros. A forma de atrair essa militância e promover uma consagradora união pode girar em torno de assuntos que serão de extrema relevância para a oposição como, por exemplo, se posicionar em relação as reformas política e tributária até porque a oposição deverá utilizar o poder de fiscalizar, a mídia e a sociedade civil em geral vez que, no parlamento federal, o número de constituintes sequer conseguirá assinaturas necessárias para uma simples abertura de CPI.

Esta é a hora e, abusando de paráfrase, me permito repetir a fala do nosso candidato que pode significar uma forma de recomeçarmos: Vamos juntos de mãos dadas, cabeça erguida, coração leve e com o Brasil no coração! Por um Brasil decente.

 

Renato Paladino e Renato Gomes

ai, ai, ai…

Esse post vai ser curto. Uma porque as pessoas e legendas tratadas aqui não merecem tanto, bem como o raciocínio falará por si só.

Ontem os noticiários divulgaram o fenomenal apoio que o Partido Progressista deu à candidata do PT à presidência da República, Dilma Roussef (#DilmaNao).

Acontece, meus estimados leitores, que pra que sabe da história política do nosso país, isto é algo incompreensível e inaceitável, que mostra, sem máscara, o caráter destes dois partidos e da candidata.

Dilma ((#DilmaNao) se santifica por ter tido uma postura dura no regime militar, incluído diversos roubos e assassinatos em prol da nossa democracia. Crimes aparte, analisemos os defuntos.

O regime contra o qual Dilma (#DilmaNao) lutou ferozmente era coordenado por um grupo político chamado ARENA, que era o partido do governo, partido dos militares, partido ditador.

Com a redemocratização, tanto o ARENA, como o MDB (hoje PMDB, na época, oposição ao regime), se tornaram partidos políticos e, o ARENA foi mudando sua legenda até que todo aquele grupo da ditadura estivesse sob o manto político alcunhado de Partido Progressista… Opa! Olha só… É o partido que hoje está apoiando a Dilma (#DilmaNao). É o partido dos militares. É o partido que teve gente morta pela própria Dilma (#DilmaNao)… Oh, céus!

Vejam, quem se alia ao seu próprio assassino, e quem se alia aos seus desafetos mortais, não deve ser levado a sério DE MANEIRA ALGUMA.

Por isso, e muito mais, eu fico com a ética, competência, caráter e seriedade de José Serra 45, por que O Brasil Pode Mais!

Um afetuoso Abraço,

RG.

o resultado de um exemplo

Mário Covas, ex-governando do Estado de São Paulo, combate destemido da ditadura que assolou nosso País anos atrás, foi e é um exemplo de homem público para várias gerações. Tanto para políticos mais calejados, como para novos políticos que neste horizonte despontam.

Na semana passada, tivemos mais uma prova disso. Fato que narro com orgulho.

O fato é que a ONG Voto Consciente elegeu, por meio de uma avaliação criteriosa, os melhores e piores deputados da Assembléia Legislativa de São Paulo. Os quesitos de avaliação foram: Presença em Comissões, quantidade e importância dos projetos de lei apresentados, comunicação com o eleitorado, fiscalização do governo e fidelidade partidária.

Com isso, a prova de que o exemplo deixado por Mário Covas ainda reside neste solo, é a de que seu neto, o Deputado Estadual Bruno Covas, foi eleito o melhor deputado de São Paulo pela renomada ONG Voto Consciente.

No quesito fiscalização do governo, por exemplo, onde o deputado cumpre uma de suas principais tarefas, Bruno obteve a nota 9,90. Para que todos entendam, ele fez o que muitos não fazem: fiscalizou um governo de seu próprio partido, cobrando explicações, apontando questões delicadas, enfim, cuidando dos interesses do povo paulista.

Conheço o Bruno já faz um tempo, e tinha certeza que não seria diferente essa avaliação. Bruno é uma pessoa e um político competente por si só. Sabe de suas responsabilidades e honra o voto de seus eleitores. E é isso que me dá orgulho em dizer que trabalharei, dia e noite, para que seu mandato se renove, bem como para que ele alcance andares políticos ainda maiores. Em benefício do povo paulista, em benefício do Brasil.

E é por isso, e por muito mais, que no dia 03 de outubro, diante da urna, eu teclo 45.145 para Deputado Estadual, e peço à todos vocês, que façam o mesmo.

Acompanhe você também: www.brunocovas.com.br

Um grande abraço,

RG.

sai prá lá

Caros amigos… Vocês sabem que eu não escrevo muito. Mas ontem senti a maior necessidade de escrever sobre uma coisa que vem me incomodando bastante na política – e olha que não é o PT, hein?

Tenho pra mim que o modelo de debates entre candidatos na TV já está saturado. Não dá pra continuar… Saudosos são os debates onde tinha mais debate e menos polidez. Era o candidato como ele de fato era. Hoje, as superproduções não permitem ao eleitor saber qual é o melhor no debate, nem mesmo qual é o melhor candidato.

Quem tiver um tempinho, dá uma garimpada no internet e verá como eram os debates. Tem um que eu recomendo – puxando a sardinha pro meu lado – que é um onde o Mário Covas descasca o Maluf (na verdade tem vários deste tipo).

Enfim. Hoje o mundo todo é muito mais objetivo. A informação necessita chegar ao seu alvo sem rodeios, e o debate é um troço desgastante, e que não se apresenta como, de fato, um debate.

O candidato X faz a pergunta ao candidato Y que responde uma coisa que nada tem a ver com a pergunta, pois quer gastar o tempo pra falar de algo que ele acha que vai beneficia-lo. O candidato X, por sua vez, usa sua tréplica pra dizer que o candidato Y não sabe do que está falando, e ele mesmo começa a falar uma coisa que nada tem com a sua primeira pergunta, nem com a resposta torta do candidato Y.

É uma luta de esgrima sem espadas….

Neste ano, entretanto, algo tem sido muito mais eficaz do que os debates, ainda que não tenham uma visibilidade de mesmo nível. Estou falando das Sabatinas.

Com isso, as perguntas são feitas por populares e jornalistas que não possuem nenhum “rabo preso” com os candidatos, tornando estes bate-papo, bem mais produtivo e esclarecedor.

E é isso. Falei! Por um debate menos polido, sabatinemos!

Obs.: Não deixem de ver a parte de Campanhas deste blog… Tem coisa nova.

Abração,

RG.

lula e a matemática

Eu sei que falhei. Estive fora por muito tempo. Mas estou aqui novamente, para dividir com vocês alguns de meus pensamentos.

Há poucos dias foi veiculada na impressa a propagando do PT tendo como pano de tela principal o presidente Lula e a Ministra Dilma (com peruca), e ao fundo os tais projetos sociais do PT.

Preliminarmente (to fazendo pareceres tributários, acostumem-se com o termo) é importante que demandemos um pouco de tempo para falar, mais uma vez, sobre os projetos sociais do PT.

Eu sei caros leitores, vocês estão cansados de saber, mas é saudável lembrar: O programa social do PT pode ser considerado como sendo o Bolsa-Família. Essa é a menina dos olhos do presidente Lula. Essa é a máquina de votos que Lula quer transferir à Dilma, uma vez que o PAC, criado por ela, empacou. Existem muitas pedras fundamentais lançadas, mas elas se tornarão uma pedra no sapato da Ministra.

Enfim… o programa social que o governo Lula manipula é aquele velho mix de programas sociais do governo FHC. Ele apenas pegou tudo, colocou sob um único nome e taxou-o como Made in Lula.

Nada disso seria um problema se não fosse o fato de que o ‘presida’ usa deste artifício para dizer que o governo dele fez tudo pelo social e o FHC não fez merda nenhuma.

Com isso, o presidente Lula tenta fazer o mesmo que fez na campanha presidencial que disputou com o Alckmin: Chantagem Eleitoral. Ou seja, se vocês, companheiros e companheiras, elegerem um tucano, ele tirará todo o benefício, privatizará o país inteiro, colocará uma cerca na fronteira entre o norte e nordeste e o resto do país, e transformará tudo em um continental campo de concentração… onde todos passarão fome, sede e não poderão participar do Campeonato Brasileiro de futebol.

Ora, o Lula não é totalmente burro. Fazendo um cálculo mental, ele deve ter aprendido a dividir. Pois é isto que ELE faz com o Brasil. Coloca todos contra todos. Lá no nordeste ele desce a lenha nos empresários. Aqui no sudeste ele lambe a sola do sapato de cada um. Temos sim um presidente sem identidade nenhuma.

Essa questão de dividir o país entre pobres e ricos, sudeste e nordeste é que me dá no fígado. Eu não suporto isso. E não suporto que toda vez que chega uma campanha o carro chefe do Lula é essa divisão.

Quando assumiu o governo em 1995, FHC assim pronunciou em alto e bom som na cerimônia de posse: “Tal como o abolicionismo, o movimento por reformas que eu represento não é contra ninguém. Não quer dividir a Nação: quer uni-la em torno da perspectiva de um amanhã melhor para todos.”. O que houve oito anos depois? O Lula emplacou a idéia acima descrita. E o que ocorreu quatro anos depois? O mesmo. E o que vai ocorrer agora, quatro anos depois? O mesmo, né?

O Lula brinca de governar. É o Hugo Chavez com medo de falar o que pensa. É um ser humano menor.

Eu tenho pra mim que um dos maiores desafios que teremos nas próximas eleições é o de unirmos novamente os brasileiros em torno de um único objetivo e, para isto, esqueçamos a ajuda do PT. Esqueçamos também a ajuda do PMDB do Sarney e do PR, essa grande máquina de pequenos políticos. Isso não nos ajudará em nada. Vamos pegar o nosso melhor e colocarmos contra o melhor que eles possuem… O que não é grande coisa.

O que não podemos deixar é que o Brasil vire um capo de batalha eleitoral. Precisamos de propostas construtivas e modernas para avançarmos como um País continental. Já não temos mais o monstro da inflação, ou seja, precisamos aplicar agora inúmeras reformas que possibilitem crescimento, progresso (sem esquecer a sustentabilidade).

 

Abraço!

RG

as coisas duras de honduras

Embora o título seja um trocadilho infame e sem um pingo de criatividade, vamos falar de coisa séria.

O que ocorreu nesta semana em Honduras com o apoio do Brasil foi, nada mais, nada menos, no que um golpe no golpe.

Zelaya, presidente deposto de Honduras, conseguiu burlar as autoridades hondurenhas para penetrar novamente em seu país, e refugiou-se na embaixada brasileira, la naquelas terras.

O fato é que, nós, como povo que lutou pela democracia a todo custo, não podemos condenar o governo brasileiro por apoiar este ato. Somos um país democratico, e nos comprometemos em defender a democracia, custe o que custar. Sabemos, pois, o que ocorre com os paises que perdem este tão suado benefício.

Entretanto, devemos nos lembrar, também, que Zelaya só está nesta situação por também atentar contra a democracia, bolando um movimento que lhe possibilite disputar nova eleição naquele país, o que constitucionalmente não pode.

O presidente da Costa Rica, ficou responsável em redigir um documento que poderia acabar com o problema. No acordo redigido por Arias, presidente da Costa Rica, o presidente em exercício permitiria o retorno de Zelaya ao poder. Zelaya, por sua vez, não modificaria a constituição e as eleições do mês de novembro seriam acompanhadas por um comitê internacional, formado por todos os paises membros da OEA (Aqui entre nós: “melzinho na chupeta”, como diria o Professor Rufino).

Com esse acordo, todo mundo sairia feliz e cantando uma bela canção. Claro que o plano de reeleição de Zelaya iria por terra, mas pelo menos ele teria a possibilidade de participar das eleições de um outro modo, indicando pessoa de sua confiança, assim como fazemos no Brasil.

Entretanto, parece que o presidente em exercício não confia muito no Zelaya, nem na Costa Rica, nem no Lula, que também está à frente das negociações (e ainda tem mais essa. O Brasil abrigou Zelaya e está sendo responsabilizado, pelo presidente em exercício, por qualquer morte e perturbação da ordem pública em Honduras). Pô, não confiar no Lula, é um direito só nosso. E outra, o nosso país é um dos maiores exemplos na América Latina de que a democracia funciona. Manca de uma perna, cega de um olho, sem o dedinho da mão, mas funciona. Todo mundo fala o que quer, faz o que quer, vota, justifica etc. Que eles dêem pelo menos um credito para a história política do nosso país, né?

O que devemos combater, entretanto, é o uso da embaixada brasileira como palanque eleitoral e ponto de incitação popular para a revolução. Zelaya pediu abrigo, nós demos. Daí usar a estrutura brasileira como pano de fundo para controlar suas marionetes já é outra coisa. Ele não tem nada que ficar discursando da sacada, e muito menos chacoalhar a bandeira hondurenha por lá. A embaixada é solo brazuca, e nem um ato deste tipo pode ser tolerado.

Zelaya foi conduzido novamente ao solo daqueles lados do trópico para facilitar o DIÁLOGO com os golpistas. Só. O Brasil deve agora deixa-lo de castigo sentado numa cadeira, e tentar promover um encontro pacífico e produtivo, em prol do estado democrático de direito e em prol do povo hondurenho. Afinal, os casais sabem muito bem que, embora seja um saco, discutir a relação é o melhor caminho para a paz.

Grande Abraço,

Renato Gomes.

Um dia no cinema

No último dia 07 fui ao cinema para assistir um filme de comédia, em vez de ir a alguma festividade em comemoração ao dia da independência.

De princípio não foi nada difícil escolher o filme. Após ler aqueles folhetos onde colocam todos os filmes, optei por assistir Se beber, não case. Eu nunca ri tanto num filme como eu ri com este. Até hoje, quando lembro do filme e de alguma cena, eu não disfarço o sorriso. Enfim, recomendo.

Após a escolha do filme e a fila da pipoca, a coisa mais difícil foi segurar a pipoca e o refrigerante (grande) na fila, enquanto aguardava a abertura da sala. Muita gente, muitas filas e pouca organização. O que me tirou a paciência algumas vezes.

Enfim… Sentado, começam a passar os trailers, e foi neste interregno temporal que o meu mundo sacolejou. Um dos trailers de maior destaque e tempo foi o de um filme que conta a história de um homem. Dou aqui as características deste homem: Brasileiro, metalúrgico, barbudo, populista, político, petista, semi-analfabeto, sem um dos dedos da mão esquerda, dono de um dos partidos mais corruptos do Brasil e é casado com uma mulher que é primeira dama (dizem).

O filme, que será lançado entre este e o início do próximo ano, conta sua trajetória de vida até os dias de hoje. Desde quando nasceu, na pequena e pacata cidade de Garanhuns, até sua estadia do Palácio do Planalto. Sim, meus caros, o filme conta a história do Presidente. E sim, em época pré-eleitoral. E sim, com o claro intuito de alinhar sua imagem a da companheira Dilma, presidenciável no próximo pleito.

No cinema, ouvi de diversos lugares um burburinho. Alguns diziam “não acredito”. Outros “noooossa, que merda”. Outros “FDP”.

O presidente pode até ser burro, mas o marqueteiro dele, não. Nada mais propício lançar um filme deste, em uma época desta. Ainda mais quando sua candidata está cambaleante nas pesquisas.

Pesquisei, posteriormente, e, passa na boca do povo, que este filme foi o que mais recebeu recursos na história do cinema brasileiro, algo entorno dos R$17 milhões.

Não sou contra que os presidentes conte suas histórias ao povo. Ao contrário, acho isso fundamental para a composição histórica de nosso país. Entretanto, isso deveria ser colocado ao grande público, só depois que ele terminasse o mandato, e depois das eleições. O FHC mesmo fez isso. Contou tudo em livro, citou o Serra mais de vezes. Mas lançou o livro em um momento que não poderia interferir em nada no processo eleitoral. Lula brinca com a inteligência e a memória das massas.

No filme que assisti tinha também um barbudo burro chegado numa bebida, porém, este me fez rir, ao contrário do presidente, que só nos faz lamentar sua existência.

Abraço,

Renato Gomes.

uma questão de soberania